Ano que conheci o Pasteur… 1973

Ano que conheci o Pasteur… 1973

Era um garoto que estudava inglês com uma professora particular, Dona Alice, que nos levava naquela época sem nenhum recurso tecnológico de hoje para entender, escrever e falar um pouco melhor. Ela procurava nos ajudar a crescer bastante e como uma boa inglesa muito dedicada quando se tratava da língua do país que ela vinha. Por isso que conheci o rugby e o Pasteur de uma forma inusitada afinal sabia sobre futebol, vôlei, handebol, basquete e o rugby ainda era um esporte de mundo desconhecido para mim. Uma das atividades foi de frequentar o SPAC para alguns apenas o “clube dos ingleses”, num tempo que mesmo sendo um clube bem mais de fechado pela colônia inglesa ainda se podia perambular por muito mais cantos do que hoje nas dependências do clube. A represa era mais próxima do clube e realmente era um clube de campo, arborizado, com névoa pela manhã o que era quase um sinal que estava chegando num mundo que desconhecia.

Num sábado Dona Alice avisou que teríamos, além da aula, que prestar atenção a um jogo entre SPAC (ingleses) e o rival Pasteur (franceses). Me senti pela primeira vez muito feliz por ver e ouvir um jogo, como quase estivesse na Europa. Confesso que do jogo em si entendia nada, mas o clima e a forma dos “franceses” me agradou e muito. Um jogo duro, rápido, cheio de ginga e que não pude falar nada para minha professora, sobre minha preferência pelo jogo francês porque certamente ela ficaria brava ou mesmo magoada comigo. Nem lembro o resultado, mas o Pasteur ganhou desta vez e mesmo assim, todos terminaram se abraçando e foram comemorar no bonito e tradicional PUB do clube que após alguns anos depois, pude entrar ainda moleque.

Comecei a ler sobre o rugby, mas a Brasil com sua eterna monocultura futebolística, me oferecia muito pouco sobre esse esporte e tenho certeza que achei muita coisa legal neste período.

O Liceu (francês e brasileiro) foi e é o celeiro de grandes e bons jogadores desde o M-7 até ao adulto, sem falar dos conterrâneos que veem para treinar no Pasteur e dificilmente em outra equipe, formando uma família que se gosta muito mas briga como toda família e mais importante, que muitos ainda ficam para ajudar, contribuir de algum jeito trazem seus filhos, irmãos, primos outro membro da família.

Não somos melhores, mas buscamos muito por esse objetivo, que é sim desenvolver o esporte não só com espírito de rugby, mas como competição, garra, diversão para quem vai ver e claro e porque não, um negócio bem gerido e transformar o rugby, mas o braço social e esportivo transpõe o muro desse nosso clube temos fãs, torcedores anônimos pelo Brasil em lugares que certamente muitos nem imaginam.

Quem realmente nos conhece, nos respeitam e sabem que o Pasteur não é um clubinho de poucos anos de vida e tenho certeza disso.

Somos um dos mais responsáveis clubes de rugby do Brasil. Esportivamente para que nunca ouviu falar do Pasteur, muito prazer… Quero lembrar quem não sabe, comecei a jogar no Colégio Rio Branco em 1976 que foi o precursor de um grande clube chamado de Rio Branco Rugby Clube.

Por isso Dona Alice, muito obrigado por me apresentar ao rugby e ao Pasteur.

 

marcio * Este texto foi enviado por Marcio Duailibi, do Pasteur Athletique Club e publicado em sua íntegra. Abrimos este espaço em nosso site, para divulgar as histórias dos clubes, times, jogadores e apaixonados pelo RUGBY! Gostou? Então envie sua matéria, release ou texto para contato@pabooks.com.br e quem sabe, ela aparece por aqui.

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